
A revista norte-americana Variety publicou, nesta quarta-feira (7), uma reportagem em que alerta para os riscos que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais pode representar para o futuro do cinema brasileiro.
Segundo a publicação, a mudança de governo poderia comprometer os avanços recentes do audiovisual nacional, impulsionados por investimentos públicos e pelo reconhecimento internacional de produções brasileiras.
O texto relaciona o crescimento da indústria cinematográfica durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao aporte de R$1,6 bilhão anunciado para o setor audiovisual em junho de 2024. A reportagem cita filmes como "Ainda Estou Aqui" (2024) e "O Agente Secreto" (2025) como exemplos da projeção internacional alcançada pelo cinema nacional nos últimos anos.
A preocupação da revista está relacionada à possibilidade de Flávio Bolsonaro retomar políticas semelhantes às adotadas durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), entre 2019 e 2022. Naquele período, a reportagem destaca, houve um corte de 43% no orçamento do Fundo Setorial do Audiovisual, vinculado à Agência Nacional do Cinema (Ancine), em 2019.
A publicação também menciona as dificuldades de financiamento enfrentadas pelo setor durante a gestão Bolsonaro e aponta o enfraquecimento do apoio público à produção cinematográfica como um dos fatores que prejudicaram o desenvolvimento da indústria.
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