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Câmeras registram últimos momentos de jovem encontrada morta em apartamento onde morava com namorado

As lesões no corpo da vítima são compatíveis com impacto contra o solo

21/09/2026 21h05
Por: Redação
FOTO/REPRODUÇÃO
FOTO/REPRODUÇÃO

Imagens de câmera de segurança que mostram os últimos momentos de Isabelle Caracristi, de 22 anos, com vida, foram divulgadas no último domingo (20). A polícia do Ceará até então procura João Munhoz Neto, namorado da jovem que foi encontrada morta em um condomínio de Fortaleza. Os registros mostram que o homem deixou o prédio antes do acontecimento e retornou cerca de duas horas depois. 

A estudante de Direito morava no prédio, localizado em um bairro nobre da cidade, havia algumas semanas com João, um irmão e a mãe dele, Sara Regina, coordenadora de execução da saúde prisional da Secretaria de Administração Penitenciária. A polícia encontrou Sara neste domingo numa praia de Caucaia, na Grande Fortaleza, e apreendeu seu celular. 

No domingo (13), Isabelle passou o dia na casa da mãe, Isorlanda Caracristi. Pela noite, Isorlanda recebeu uma mensagem da filha reclamando de um torcicolo. A última mensagem da jovem foi às 19h22.

"Ela disse assim pra mim: 'Olha, eu vou descansar um pouco, porque tá doendo ainda'. Eu disse: 'pois não esqueça de tomar o relaxante muscular'. Ela disse 'te amo, mãe', e disse 'te amo minha filha'". 

As imagens da câmera de segurança do prédio, obtidas pelo Jornal Diário do Nordeste, registraram que Isabelle chegou ao prédio às 17h58 da tarde. O namorado desceu para buscá-la na portaria e juntos subiram no elevador. Contudo, às 18h33, João deixou o prédio com outra roupa e, no elevador, aparenta ter trocado de anel na mão direita.

Às 19h12, dez minutos antes da última mensagem enviada para a mãe, a jovem foi até a cobertura do prédio, no 23° andar. O apartamento onde morava ficava no 15°.

Isabelle morreu, de acordo com a polícia, quase uma hora e meia depois, às 20h40. O carro da perícia forense já estava na garagem do condomínio quando João voltou ao prédio, às 22h48.

A mãe só teve conhecimento sobre a morte da filha quando foi ao prédio no dia seguinte. Antes disso, ela vinha tentando entrar em contato com João, que não a respondia.

"Liguei pra ele várias vezes. Nada [de resposta]. Aí eu disse 'como é que é isso?', até que eu me toquei que a imagem dele não tava mais no WhatsApp e que eu tinha sido bloqueada".

Não somente João, mas ninguém da família entrou em contato com Isorlanda para falar sobre o ocorrido. "Certo, ninguém está. E alguém da família podia ter tido a dignidade de entrar em contato comigo, e ninguém entrou. Eu quero respostas. Por que não me avisaram? Por que fugiram? Por que até hoje ninguém entrou em contato comigo? Eu quero essas respostas e quero justiça pra minha filha", declarou. 

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