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DEFENDEU

Lula defende acordo Mercosul-UE em artigo publicado em 27 países

Presidente chama pacto de livre comércio de “resposta do multilateralismo ao isolamento”; tratado será assinado neste sábado

16/01/2026 12h10
Por: Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou na 6ª feira (16.jan.2026) um artigo em jornais de 27 países do Mercosul e da União Europeia (UE) no qual comemora a assinatura do acordo de livre comércio entre os 2 blocos e defende o tratado como uma “resposta do multilateralismo ao isolamento”.

O texto foi divulgado na véspera do encontro que reunirá representantes do Mercosul e autoridades europeias neste sábado (17.jan), em Assunção (Paraguai), para a assinatura do acordo comercial, após 26 anos de negociações.

No artigo, Lula afirma que, diante do avanço do unilateralismo e do protecionismo, Mercosul e União Europeia optaram por “um caminho diferente”, baseado na integração econômica, na abertura comercial e na cooperação multilateral. Segundo o presidente, o pacto constitui “um dos acordos mais amplos do século XXI” e cria a maior área de livre comércio do mundo. 

O chefe do Executivo brasileiro sustenta que o acordo reúne 31 países, cerca de 720 milhões de habitantes e um PIB conjunto superior a US$ 22 trilhões. Para Lula, a iniciativa ampliará o acesso a mercados estratégicos, com regras “claras, previsíveis e equilibradas”, além de estimular investimentos, exportações e cadeias produtivas nos 2 lados do Atlântico.

O presidente também afirma que a versão aprovada do acordo preserva interesses de setores vulneráveis, assegura a proteção ambiental, fortalece direitos trabalhistas e mantém o papel do Estado como indutor do desenvolvimento econômico e social. Segundo ele, a complementaridade entre as economias sul-americanas e europeias permitirá ganhos mútuos para consumidores e produtores.

Lula destaca ainda que a assinatura do tratado representa apenas o início de uma nova fase. De acordo com o texto, o sucesso do acordo dependerá da rapidez e da transparência na implementação das medidas pactuadas, para que os benefícios cheguem aos mercados, ao campo, às indústrias e à renda dos cidadãos.

Além do aspecto econômico, o presidente associa o acordo à defesa da democracia, dos direitos humanos e do multilateralismo. Para Lula, a parceria reforça a necessidade de cooperação internacional para enfrentar desafios globais, como as mudanças climáticas, e serve de exemplo para a reforma de instituições multilaterais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o Conselho de Segurança da ONU.

Fonte: Poder 360

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