
Em Teixeira de Freitas, a política local parece ter se transformado em um verdadeiro espetáculo de comédia pastelão digno de “Os Trapalhões”. O elenco, no entanto, deixa a desejar em termos de competência e graça e vamos estar mostrando aqui em nossa coluna semanal.
No papel principal temos o ex-presidente da Câmara o vereador Uivanthê Brito Andrade, mais conhecido como Tequinha Brito, que tenta a todo custo assumir o protagonismo como o Didi da vez. Tequinha tem se empenhado em questionar o atual presidente da Câmara, Jonatas dos Santos, que mal aqueceu a cadeira após o recesso legislativo. Contudo, ao contrário do Didi interpretado por Renato Aragão, Tequinha parece sempre levar a pior, já que sua gestão anterior como presidente foi mais bagunçada do que festa junina em dia de chuva.
Embora ninguém tenha oficialmente nomeado Tequinha como líder do governo, é evidente seu desejo ardente por esse papel. Se eu fosse o prefeito, ficaria de olho, pois o vereador está tão ansioso para liderar que, após perder a presidência, tem recorrido a pedidos de vista e votado contra projetos que beneficiariam seus próprios colegas. Na última sessão, protagonizou um verdadeiro “calundu”, tentando convencer os colegas a seguirem suas investidas contra o presidente Jonatas. O resultado? Os assessores de todos os vereadores agora estão proibidos de trabalhar fora dos gabinetes, uma situação que Tequinha não regulamentou durante seu mandato como presidente. E, quando surgiu a oportunidade de corrigir isso, ele conseguiu votos suficientes para barrar a regulamentação.
Diante disso, surge a pergunta: ao menos ele demonstrou ao prefeito ser um bom líder ao derrubar projetos? Pior que não. Tequinha não obteve a maioria dos votos; conseguiu apenas 8 votos contra, enquanto o projeto teve 9 votos a favor. Porém, como são 19 vereadores e esse tipo de projeto exige maioria absoluta, não foi aprovado. Uma situação que poderia ter sido revertida com a presença dos vereadores Marquinhos Gomes e Bruno Barbosa, ambos ausentes da sessão.
O Prefeito precisa ter, cuidado com esses vereadores que buscam se aproveitar da narrativa de lealdade para retomar a presidência da Câmara. O senhor pode acabar afundando junto com eles. O que realmente preocupa Tequinha é que, acostumado a uma legião de bajuladores durante sua presidência, agora tenta reviver esses tempos áureos, acreditando que os militantes do prefeito irão adorá-lo como os sanguessugas que drenaram seus recursos na campanha.
Temos outros personagens interessantes nesse cenário político que vamos estar trazendo na coluna A POLÍTICA POR TRÁS DOS PANOS.