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CONFISCO

Provas anuladas pelo STF sobre Lava Jato são usadas pela Justiça britânica

Tribunal de Londres deu aval para as provas relacionadas ao confisco de 7,3 milhões de libras esterlinas

19/08/2026 14h56
Por: Farani Jabor
FOTO/REPRODUÇÃO
FOTO/REPRODUÇÃO

O Tribunal de Londres decidiu que a agência britânica Serious Fraud Office (SFO) continue usando provas obtidas no Brasil relacionadas à operação Lava Jato. 

Apesar da anulação do Supremo sobre a operação, o tribunal de Londres deu aval para as provas relacionadas ao confisco de 7,3 milhões de libras esterlinas de um ex-engenheiro da Petrobras acusado de repassar propinas a ex-colegas.

“Vale observar que esta situação, na qual uma autoridade judiciária do Estado requerido [Brazil] revoga, posteriormente e de forma ostensiva, a base jurídica interna para o compartilhamento de material de assistência jurídica mútua (MLA) que, à época, havia sido legitimamente compartilhado com o órgão de acusação do Reino Unido”, destaca o juiz Mark Weekes do Tribunal da Coroa Britânica em Southwark no despacho registrado em 20 de maio de 2026. 

A decisão da Justiça britânica é referente ao processo em que Mario Ildeu de Miranda, ex-engenheiro da Petrobras, apresentou um recurso contra o confisco civil de suas contas bancárias, decretado em 2023 sob acusação de lavagem de dinheiro.

O recurso apresentado por Miranda contra o confisco em setembro de 2025. O caso ficou parado até maio de 2026 para permitir que o SFO e o ex-engenheiro da Petrobras realizassem “diligências adicionais” junto às autoridades. 

Em março de 2026, o ministro Dias Toffoli, anulou a decisão de enviar ao Reino Unido provas contra o ex-funcionário da estatal. 

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