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CRISE

Gigante dos móveis e eletrodomésticos entra em crise e pede recuperação judicial com dívida de R$ 140 milhões

Recuperação judicial da Marabraz foi protocolada na 3ª Vara de Falências e ocorre após pedido similar das Casas Bahia por dívidas bilionárias

19/08/2026 06h00Atualizado há 3 dias
Por: Redação
FOTO/REPRODUÇÃO
FOTO/REPRODUÇÃO

A Marabraz, uma das tradicionais redes de móveis e eletrodomésticos de São Paulo, entrou com pedido de recuperação judicial para tentar reorganizar uma dívida estimada em R$ 140 milhões.

O pedido foi protocolado em caráter de urgência na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo e acontece na mesma semana em que as Casas Bahia também pediram recuperação judicial para tentar se salvar de um prejuízo bilionário.

A empresa atribui a crise a uma combinação de fatores, entre eles os juros elevados, a queda no consumo e uma série de disputas familiares que afetaram a estrutura financeira do grupo.

Segundo a petição apresentada pela empresa, a Marabraz historicamente recorria a empréstimos e outras operações no mercado financeiro para financiar sua expansão e manter o capital de giro necessário para as atividades.

Como garantia para obter crédito, a família utilizava principalmente imóveis e outros ativos imobiliários.

Disputa familiar

De acordo com o documento apresentado à Justiça, a situação mudou por causa de disputas internas da família. A petição afirma que os administradores responsáveis pela operação deixaram de ter controle sobre empresas que eram proprietárias de parte do patrimônio imobiliário utilizado como garantia.

Com isso, o grupo teria perdido acesso a ativos que serviam de respaldo para suas operações financeiras.

A mudança teria dificultado a renovação de linhas de crédito que já existiam, a contratação de novos financiamentos e a manutenção das condições oferecidas pelos bancos.

Gigante  com 135 lojas

Fundada por uma família de origem libanesa, a Marabraz iniciou suas atividades em 1950 e se tornou uma das marcas tradicionais do varejo de móveis no estado de São Paulo.

Em seu período de maior expansão, a rede chegou a contar com 135 lojas distribuídas pela Região Metropolitana de São Paulo, Baixada Santista, Vale do Paraíba e cidades do interior paulista.

O grupo, porém, passou a enfrentar as mesmas dificuldades que atingiram outros varejistas do setor. Entre os principais problemas estão a redução do consumo, o aumento da inadimplência e a transformação do mercado provocada pelo crescimento das vendas pela internet.

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