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PRONUNCIAMENTO

Marina Silva se pronuncia após hostilidade em ato de campanha: “Não podemos permitir”

Marina Silva agradece apoio recebido e alerta para a necessidade de combater a violência política de gênero em todas as esferas

18/08/2026 18h10
Por: Farani Jabor
FOTO/REPRODUÇÃO
FOTO/REPRODUÇÃO

A candidata ao Senado por São Paulo, Marina Silva (Rede Sustentabilidade) utilizou as redes sociais nesta terça-feira (18) para se manifestar sobre o episódio de hostilidade que sofreu durante um ato de campanha na capital paulista. 

O episódio ocorreu na última segunda-feira (17), durante o primeiro ato de campanha de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo. A atividade reuniu mulheres no centro da capital paulista e também contou com a presença das candidatas ao Senado pela chapa, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva.

Durante a caminhada, um homem desconhecido se aproximou de Marina e passou a hostilizá-la. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o homem exaltado dizendo que a ex-ministra “voltou para a cena do crime” e questionando se ela “defende a democracia”.

Marina fala em violência política de gênero

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Marina Silva agradeceu as manifestações de solidariedade recebidas, inclusive de pessoas que fazem parte do campo político adversário.

“O episódio de ontem diz respeito não apenas a mim. Ele nos alerta para uma realidade que atinge muitas mulheres todos os dias: a violência política de gênero e as diversas formas de violência, constrangimento e silenciamento que ainda procuram afastá-las dos espaços públicos e dos lugares de decisão”, afirmou Marina.

A candidata ao Senado defendeu que situações como essa não sejam tratadas como algo normal. Ela também cobrou uma apuração rigorosa dos fatos e a responsabilização de quem ultrapassar os limites da lei.

“Não podemos permitir que comportamentos dessa natureza sejam naturalizados. É preciso apurar os fatos com rigor, responsabilizar quem ultrapassa os limites da lei e 

A candidata destacou que críticas, divergências e manifestações contrárias fazem parte do processo democrático, mas ressaltou que agressões e intimidações não podem ser aceitas.

“Divergências, críticas e protestos fazem parte da democracia. Intimidação, agressão e violência, não. As mulheres merecem respeito. São Paulo merece respeito”, finalizou.

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