
Uma policial militar de 27 anos foi presa no Ceará sob suspeita de envolvimento na execução do soldado Raphael Sampaio da Silva, também de 27 anos. O corpo do militar foi encontrado carbonizado dentro de um veículo em chamas no bairro Ancuri, em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza.
De acordo com a investigação, a policial Júlia Natália Girão Gomes teria tentado criar uma falsa cena de crime para se apresentar como vítima. Ela foi localizada por moradores em uma área de mata, com as mãos amarradas, e afirmou inicialmente que também havia sido atacada pelos criminosos.
Júlia trabalhava no mesmo batalhão que Raphael e, segundo as informações divulgadas, os dois teriam mantido um relacionamento amoroso.
A versão apresentada pela policial começou a ser questionada depois que investigadores analisaram imagens de câmeras de segurança. Os registros mostraram Júlia na oficina mecânica do marido no mesmo período em que, segundo seu relato, estaria sendo mantida em cativeiro.
O marido da policial também passou a ser investigado. Ele prestou depoimento às autoridades sob suspeita de participação no crime.
A investigação ainda aponta que Júlia já respondia a processos relacionados a crimes como estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O marido também possui antecedentes relacionados a diferentes crimes, segundo a reportagem.
O exame realizado pela Perícia Forense do Ceará apontou que Raphael foi atingido por disparos enquanto ainda estava vivo e que o corpo foi queimado posteriormente.
O caso provocou repercussão entre as forças de segurança do estado. O governador do Ceará cobrou rapidez e rigor nas investigações, enquanto o Ministério Público criou uma força-tarefa para acompanhar o trabalho das autoridades.
A defesa da policial não havia sido localizada para comentar as acusações no momento da publicação da reportagem.
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