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SAÚDE

Rotina, telas e trabalho fazem sono perder espaço e preocupam especialistas

Privação de sono pode afetar memória, atenção, humor e metabolismo; adolescentes enfrentam ainda conflitos entre relógio biológico e horários escolares.

12/08/2026 15h45
Por: Redação
FOTO/REPRODUÇÃO
FOTO/REPRODUÇÃO

Dormir bem tem se tornado um desafio cada vez maior para jovens e adultos. Trabalho, estudos, compromissos familiares, vida social e o uso prolongado de dispositivos eletrônicos fazem com que muitas pessoas reduzam o tempo reservado ao descanso.

Segundo a especialista em sono Thaís Pérez Iglesias, a busca constante por produtividade contribui diretamente para esse cenário. A privação de sono, que pode ocorrer de maneira recorrente, acaba sendo incorporada à rotina de pessoas que tentam conciliar diferentes atividades ao longo do dia.

As recomendações médicas indicam que adultos devem dormir regularmente pelo menos sete horas por noite. Para jovens adultos e adultos, a faixa de sete a nove horas é frequentemente utilizada como referência. No caso dos adolescentes entre 13 e 18 anos, a recomendação é de oito a dez horas.

Os adolescentes enfrentam uma dificuldade adicional. Durante essa fase, o relógio biológico tende a favorecer horários mais tardios para dormir e acordar. O problema é que escolas e outras atividades normalmente começam cedo, criando um conflito entre a necessidade biológica de descanso e os horários impostos pela rotina.

Outro fator importante é o uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos. Redes sociais, vídeos, jogos e mensagens podem prolongar o período de vigília, fazendo com que a pessoa continue acordada mesmo depois de ir para a cama.

A especialista também chama atenção para a diferença entre dormir pouco por escolha ou circunstância e sofrer de insônia. Enquanto a privação de sono pode ocorrer porque alguém trabalha, estuda ou permanece diante das telas até tarde, a insônia é um transtorno que dificulta iniciar ou manter o sono.

A falta de descanso também pode trazer consequências além do cansaço. A privação crônica está associada a alterações de atenção, memória, humor e apetite, além de possíveis impactos metabólicos e cardiovasculares.

Embora algumas pessoas tentem compensar durante o fim de semana as horas perdidas durante a semana, o chamado sono de recuperação não transforma uma rotina constantemente insuficiente em um padrão saudável. A orientação geral continua sendo manter horários regulares e garantir tempo adequado para o descanso.

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