
Mesmo sem declarar apoio formal a Flávio Bolsonaro (PL) ou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Palácio do Planalto, partidos do chamado Centrão têm construído alianças diferentes nos estados.
Um levantamento citado pela reportagem mostra que União Brasil, PP e Republicanos possuem atualmente mais acordos estaduais com o PL do que com o PT.
Ao todo, 16 diretórios estaduais dessas legendas firmaram alianças locais com o PL, enquanto nove estão em coligações que incluem o PT.
A federação formada por União Brasil e PP apresenta o maior número de alianças estaduais com o partido de Flávio. As duas siglas estão na mesma coligação que o PL em nove estados: Ceará, Bahia, Tocantins, Acre, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Piauí e Distrito Federal.
Em outros quatro estados — Sergipe, Paraíba, Amapá e Pará — União e PP estão alinhados com o PT. Em 12 unidades da federação, as duas legendas não integram coligações com nenhum dos dois partidos.
O Republicanos também apresenta maior número de alianças estaduais com o PL. A sigla está na mesma coligação que o partido de Flávio em sete estados: Bahia, São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.
Com o PT, o Republicanos possui alianças em cinco estados: Pernambuco, Ceará, Paraíba, Amapá e Piauí. Em outros 12 estados, o partido não está coligado nem com PL nem com PT.
Na Bahia, o cenário é particularmente relevante. O PL integra a mesma coligação formada pela federação União Brasil e PP e pelo Republicanos. O grupo também conta com espaço na chapa majoritária para a candidatura de João Roma ao Senado.
Apesar da quantidade maior de acordos com o PL, o cenário predominante entre os partidos do Centrão ainda é a ausência de alinhamento direto com qualquer uma das duas principais forças da disputa presidencial.
A movimentação estadual demonstra, porém, que a neutralidade adotada pelas cúpulas nacionais não impede que os diretórios locais façam escolhas próprias de acordo com os interesses e alianças políticas de cada estado.
O quadro reforça a complexidade da disputa de 2026, na qual as alianças regionais podem assumir configurações diferentes daquelas definidas nacionalmente.
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