
O Sistema Único de Saúde (SUS) terá, a partir de setembro, um novo exame para auxiliar no rastreamento do câncer colorretal. O Teste Imunoquímico Fecal (FIT) foi incluído na tabela de procedimentos do SUS e terá registro nos sistemas da rede pública a partir do próximo mês.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (10) e já está em vigor. O exame será disponibilizado na modalidade ambulatorial e foi classificado como um procedimento de atenção básica.
O FIT é destinado a homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos. O teste identifica a presença de sangue oculto nas fezes, que pode não ser percebido visualmente, e deverá ser realizado a cada dois anos como estratégia de rastreamento.
Uma das principais vantagens do novo método é a simplicidade da coleta. Diferentemente da colonoscopia, o FIT não exige preparo intestinal nem dieta restritiva antes do procedimento. A análise utiliza anticorpos específicos capazes de identificar sangue humano presente nas fezes.
Por ser um método menos invasivo e de realização mais simples, a expectativa é de que o exame contribua para ampliar a adesão da população ao rastreamento preventivo do câncer colorretal.
Segundo informações citadas na matéria, dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam o câncer de intestino ou colorretal como o segundo tipo de câncer mais incidente no Brasil. A estimativa também indica uma possível alta de 10% na mortalidade prematura pela doença entre pessoas de 30 a 69 anos até 2030.
A adoção do FIT pelo SUS havia sido anunciada pelo Ministério da Saúde em maio deste ano. A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso ao rastreamento e alcançar mais de 40 milhões de brasileiros dentro da faixa etária considerada para o exame.
Com a incorporação do teste à rede pública, o governo busca facilitar a identificação de possíveis alterações antes do surgimento de sintomas, aumentando as possibilidades de diagnóstico precoce e de tratamento adequado do câncer colorretal.
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